O domingo de Neymar.
Muitas são as polêmicas,mas hoje é domingo de Páscoa e se faz necessário renascer.
Eu não gosto do Neymar, de verdade eu não queria ele jogando no Vasco, mesmo o Vasco sendo o Vasco.
Mas estava acabando o almoço aqui com a minha mãe e toda a família quando o meu sobrinho apareceu de camisa do Flamengo se despedindo de nós e avisando “tô indo”. Fardado com a camisa do Flamengo, perguntei se ele iria ver o jogo com amigos ou no Maracanã.
-“To indo pro Maraca tio”
-”Opa, vai sozinho ou tem lugar pra mais um no carro?” perguntei.
-”Vamos só eu e um amigo”
-’Ele vem te buscar? Me dá um ‘bonde’ ai”
-”Vombora” disse ele.
Entramos no carro e embora felizes (eu vascaíno feliz pela carona com meu sobrinho que ia me deixar perto de casa, pois moro aqui na Tijuca) e eles mais ou menos felizes, porque iriam assistir ao jogo do time do coração…mas não veriam o Ney.
-”Comprei o ingresso porque eu nunca vi esse cara jogar no Maraca…e ele toma um cartão no meio da semana! Se eu soubesse nem comprava” disse o primeiro com a frustração de um menino, e na pureza do mesmo.
-”Pois e cara, foda!”
E pelo caminho, de São Gonçalo até a Praça da Bandeira vi centenas de meninos e meninas como eles com a camisa do Flamengo e o mesmo olhar de frustração que meus jovens promotores da carona portavam a caminho daquele templo sagrado do esporte neste domingo ensolarado que abraça a cidade do Rio de Janeiro.
Me deixaram na passarela da Praça, eu agradeci e disse:
-”Obrigado meninos! Bom jogo!”
-”Valeu Tio!”
Entrei na rua do Matoso pensando naquela frustração.
Eu não gosto do Ney, mas já estou muito puto com esse juiz do último jogo!
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