quarta-feira, 11 de junho de 2008
Política ambiental brasileira. Transgênicos.
Minc foi muito progressista ao dizer que pretende no Brasil adotar um padrão europeu com relação aos transgênicos, alimentos modificados geneticamente para o ministro terão de ter nas gôndolas de supermercado a especificação da sua produção. Um grande avanço para nós que pretendemos chegar ao mundo civilizado. Não pode dizer se é à favor ou contra os transgênicos, afinal, essa polêmica não precisa ser tocada agora no início de seu mandato, pois contribuiria para mais um "racha" de opiniões, o que não é bom para o momento.
Pelo menos eu me senti faliz com as declarações do ministro. Tomara possamos praticá-las de verdade!
domingo, 8 de junho de 2008
Alguns apontamentos sobre o aquecimento global.
Mudança do clima
O clima na maioria dos lugares se tornará mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras.
Costa fria
Os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir
O quente fica mais quente
Algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças. Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas.
Europa resfriada
A Corrente do Golfo, parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, é movida pela formação de gelo no Ártico. Banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do Instituto para Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam, na Alemanha, prevêem o possível colapso da Corrente do Golfo por causa do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa irá esfriar.
Fluxo de água quente
A imagem do oceano mostra que a água congelada deixa para trás água salina densa, que desce até o fundo e abre espaço para um fluxo de água quente dos trópicos
Mudanças de rota
Estudos científicos revelam que menos gelo irá se formar por causa do aquecimento do mundo. Essa previsão, associada ao maior fluxo de água doce no Ártico, poderia encerrar o mecanismo de formação de água profunda, que cria a Corrente do Golfo. No início de 2001, pesquisas norueguesas forneceram evidências de que as correntes da região na direção norte diminuíram em 20% desde 1950.
Diferenças na hidrologia
A temperatura não será a única mudança no próximo século. Em muitos lugares, haverá alterações no ciclo hidrológico a circulação de água entre o mar, a atmosfera e a superfície da Terra e, portanto, nos padrões de chuva, enchentes e seca, no fluxo dos rios e na vegetação.
A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização.
Nem uma gota
A falta de chuva está esvaziando as torneiras e os canais de irrigação do norte da África e Ásia Central até o sul da Europa
Mais seca
A maior evaporação poderá secar o interior dos continentes durante o próximo século. Desertos irão aumentar; oásis, morrer; e fluxo de rios, diminuir, algumas vezes com resultados catastróficos. Ninguém pode prever com precisão o futuro dos rios, mas um estudo sugere declínio de 40% no fluxo do rio Indo, a única fonte de água do Paquistão e um dos maiores sistemas de irrigação do mundo. A mesma pesquisa estima perda de 30% no fluxo do rio Niger, que banha cinco países áridos no oeste da África, e queda de 10% no Nilo, a água vital do Egito e do Sudão.
A Ásia Central pode esperar declínio ainda mais drástico nos rios que escoam no mar de Aral, que já está virtualmente secando por causa da irrigação. Outros mares em risco incluem o Cáspio, o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, e os lagos Chade, Tanganica e Malauí, na África. Modelos climáticos indicam também a probabilidade de ocorrer mais secas na Europa, na América do Norte, no centro e no oeste da Austrália. Alguns rios australianos poderiam perder metade de seu fluxo, enquanto o outback (sertão australiano) se tornaria mais seco.
Atualmente, 1,7 bilhão de pessoas vive em países que os hidrologistas descrevem como sob estresse hídrico, porque usam mais de 1/5 de toda a água teoricamente disponível. Estima-se que esse número irá subir para 5 bilhões em 2025. Esse cenário aumenta o espectro da guerra pela obtenção de água. Os países lutariam para controlar o mais precioso de todos os recursos.
A areia se espalha
Com a diminuição da chuva na maior parte do oeste da África, o deserto do Saara está se expandindo
O deserto que era verde
Pinturas em rochas mostram que, no passado, o Saara foi uma região de criação de gado. Pólen fossilizado também revela que existiam florestas, rios e lagos. O Saara se transformou em deserto em poucas décadas, há cerca de 5.500 anos, e poderia voltar ao seu estado original rapidamente, segundo alguns pesquisadores. A região está em uma situação-limite, porque sua vegetação depende dos feedbacks de reforço entre a atmosfera e a vegetação. O estado atual, com pouca vegetação, produz chuvas escassas. Pequeno aumento na quantidade delas (causado pelo aquecimento global) e até na vegetação seria suficiente para fazer o Saara voltar a ser uma selva.
Como o Saara é hoje
A paisagem atual é árida e contém pouca umidade. Há, portanto, pouca evaporação e nenhuma chuva. A maior parte dos modelos climáticos sugere que o Saara ficará ainda mais seco e acarretará a desertificação de áreas próximas.
Como seria amanhã
Caso o Saara fosse coberto pela vegetação, a terra iria absorver mais umidade. Resultado: mais chuvas e maior evaporação.
Aumento das enchentes
Evaporação mais rápida proporciona aumento da umidade no ar. O calor extra e a umidade irão gerar tempestades tropicais mais intensas. Haverá mais chuva nas regiões costeiras, particularmente, e ao longo das rotas das tempestades. A média anual de chuvas aumentou em 10% durante o século 20. Alguns modelos presumem que tempestades inesperadas na várzea do Mississippi, por exemplo, tendem a deixar esse rio ainda mais propenso a enchentes.
O Caribe, o sudeste da Ásia e outras regiões já suscetíveis a furacões e ciclones passam a ter ventos ainda mais fortes, chuvas mais pesadas e enchentes relâmpagos. Partes do sistema de monções da Ásia podem ser ainda mais intensas. Mas a monção também será menos previsível e até mais freqüente. Com maior quantidade de calor na atmosfera tropical e no oceano, o El Niño (ver à direita) tem condições de se tornar um evento quase permanente.
O mar encolheu
O mar de Aral já foi o quarto maior mar interno do mundo. Mas sistemas de irrigação acabaram reduzindo-o imensamente. A salinidade triplicou, a pesca acabou. E o aquecimento global pode fazer esse cenário ficar ainda pior.
Doenças
Um mundo mais quente permitirá que mosquitos levem doenças, como malária e dengue, a países fora dos trópicos.
O que é o El Niño?
Fenômeno natural cuja existência foi rastreada durante milhares de anos, é a reversão periódica dos ventos e das correntes oceânicas na área tropical do oceano Pacífico, que dura entre nove meses e um ano. Esse processo drena os sistemas pluviais da Ásia e provoca secas em áreas úmidas, como Indonésia e Austrália. Enquanto isso, as ilhas dos Mares do Sul, normalmente plácidas, e a costa do Pacífico nas Américas, muito seca, sofrem com tempestades.
Autor: Fred Pearce
Editora: Publifolha
Páginas: 72
Quanto: R$ 16,90
Energia e PIB.
da Efe, em Tóquio
Os ministros de Energia do G8, grupo dos países mais industrializados do mundo, se reuniram neste domingo em Aomori (norte), no Japão, para estabelecer um novo marco de economia de energia que sirva para lutar contra a mudança climática e os crescentes preços do petróleo.
Os representantes de Energia de Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Rússia começaram um encontro de um só dia no qual discutirão as melhores formas de economia de energia, segundo a agência de notícias Kyodo.
Espera-se que o G8 estabeleça as bases da chamada Sociedade Internacional para a Cooperação na Eficiência da Energia, para a qual também convidarão outros países, tais como China e Índia.
A cooperação dentro do novo marco será de caráter voluntário, mas os países do G8 acham absolutamente essencial que as economias emergentes que mais energia consomem façam parte ativa da nova iniciativa, segundo a Kyodo.
A AIE (Agência Internacional da Energia), formada por 27 países industrializados --que não inclui China nem Índia-- contribuirá para o estabelecimento do novo marco.
Índia e China
Segundo a AIE, China e Índia serão responsáveis por quase metade da expansão de demanda de energia entre 2005 e 2030. Além disso, a China superará os EUA como o maior consumidor mundial de energia em 2010.
Espera-se que estes dois países junto com Coréia do Sul se incorporem como convidados ao longo da jornada de reuniões e discutam sobre como estabilizar o mercado do petróleo.
Os 11 países reunidos são responsáveis por cerca de 65% da demanda energética global e pelas emissões de dióxido de carbono, segundo a Kyodo.
"Não é preciso dizer que a mudança climática e a energia são as duas faces da mesma moeda. É indispensável que resolvamos estas questões de uma maneira exaustiva", disse o ministro da Indústria japonês, Akira Amari, no início do encontro.
Como presidente do G8, o Japão considera fundamental o estabelecimento do novo marco de economia de energia, o qual espera que comece a funcionar no ano que vem.
Os representantes de China, Japão, EUA, Índia e Coréia do Sul, cinco dos países que mais petróleo consomem no mundo, manifestaram ontem seu "séria preocupação" com os altos preços do petróleo, após uma reunião realizada também em Aomori.
As duas reuniões de Aomori servirão de base para a cúpula que reunirá os líderes dos países mais industrializados em julho, na ilha de Hokkaido (norte do Japão).
Fim dos subsídios ao petróleo.
Ministros da Energia dos EUA e das quatro maiores economias da Ásia --China, Índia, Japão e Coréia do Sul-- pediram, neste sábado, o fim gradual dos subsídios ao petróleo, depois de uma reunião na cidade de Aomori, no nordeste do Japão.
Os representantes dos cinco países --que juntos são responsáveis pela metade do consumo mundial de energia-- não chegaram a um acordo, no entanto, sobre como e quando isso deve ser feito.
Índia e China indicaram que não pretendem suspender totalmente os subsídios, alegando que um aumento repentino no preço dos combustíveis teria um impacto muito grande para suas populações e que isso representaria um risco para a estabilidade política e social de seus países.
O encontro no Japão aconteceu um dia depois que o barril de petróleo alcançou o preço recorde de US$ 139, na maior alta já registrada em um único dia.
As autoridades que participaram da reunião também afirmaram que a alta nos preços de petróleo é prejudicial tanto para os países consumidores como para os produtores de petróleo, no que foi considerado um recado para os países da Opep, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, que têm relutado em tomar medidas como, por exemplo, o aumento da produção.
Choque
O ministro da Energia americano, Samuel Bodman, disse logo antes da reunião que a alta nos preços do petróleo é um "choque", mas não uma crise.
"É um choque, mas se olharmos para a taxa de produção de petróleo mundialmente, ela tem sido de 85 milhões de barris por dia por três anos seguidos. Sabemos que a demanda está aumentando porque muitos países ainda estão subsidiando petróleo, o que tem que acabar", afirmou Bodman.
Tentativas recentes de reduzir os subsídios na Índia e na Malásia levaram a greves e confrontos. Segundo analistas, esse tipo de problema deve se repetir antes do fim da crise causada pela alta nos preços do petróleo e dos alimentos.
Neste domingo, o G8, grupo dos países mais industrializados do mundo, deve pedir que Índia, China e Coréia do Sul concordem em estabelecer metas para a preservação de energia, além de discutir como compartilhar tecnologia para promover nesses países o uso de fontes alternativas, como a energia éolica e a nuclear.
Brasil e o mundo.
Como é bom ser turista brasileiro
“I’m from
Nunca repeti tanto isso nos últimos meses. O sorriso do entrevistado se abre, o guarda na fronteira subitamente fica mais gentil. As nuvens desaparecem, o céu fica azul, o sol brilha, os passarinhos cantam... Figurativamente, claro.
Sou um crítico da política externa historicamente tíbia do nosso glorioso Itamaraty, que tem medo até de chamar genocídio de genocídio (veja nossa posição vexaminosa para o Sudão, por exemplo).
Mas tenho de confessar que me beneficio indiretamente dela. Em qualquer canto da África, o Brasil é visto como:
a-) um país amigável e inofensivo;
b-) um país de gente boa, bem-humorada e feliz
c-) um país grande, rico e poderoso (alguns até acham que de Primeiro Mundo, e se assustam quando eu digo que não), mas que mesmo assim se coloca do mesmo lado que seus irmãos mais fracos e menores contra os inimigos comuns: EUA e europeus .
Isso sem falar, claro, no futebol, praias, mulheres etc. etc, que atiçam a imaginação de todos por aqui.
Ao longo desta viagem, eu, sempre que vou me apresentar numa situação mais delicada, solto que sou brasileiro no máximo na terceira frase (geralmente na primeira). Dependendo da circunstância, digo que sou três coisas: jornalista, estudante (tô meio velho para isso, mas ainda cola) ou turista. No Zimbábue, falei também que eu era observador da eleição (!) e diplomata (!!). Mas sempre, em qualquer caso, reforçando que sou brasileiro.
No próprio Zimbábue, em que passei 20 dias trabalhando sem visto de trabalho, confiei na minha condição inofensiva de brasileiro para não ser importunado. Se eu fosse americano ou inglês, provavelmente não teria a mesma coragem.
Por isso, se há um conselho que eu posso dar a quem for fazer uma viagem como essa (ou por qualquer outra parte do mundo, aliás), é: abuse de sua condição de brasileiro. Ok, você vai ter que pagar um pedágio, falar de futebol, vai ter que responder se conhece o Kaká e aquela chatice toda.
Mas vale a pena. O viajante brasileiro é sempre abençoado por Deus e bonito por natureza.
Escrito por Fábio Zanini- Jornlista da Folha de São Paulo em seu blog "Pé na África."
quarta-feira, 4 de junho de 2008
David Palmer para presidente!
Naçoes muçulmanas no mundo comemoram o feito.
Etanol.
Ele é produzido a partir de insumos que absolvem CO². O mesmo é liberado na queima dos óleos combustíveis e despejado na atmosfera. Hoje 21% das emissões mundiais do gás que causa o efeito estufa e o consequente aquecimento global vêm daí. Hoje no mundo existem mais de 800 milhões de veículos que necessitam de combustível para rodar.
Em janeiro, quando o presidente dos EUA GeorgeW. Bush, pressionado por questões mundiais relativas a não ratificação do protocólo de Kyoto, resolveu tentar solucionar sua "crise de falta de popularidade", lançou o mundo a uma nova ordem de busca por equações que pudessem sanar sua problemática. Bush pediu a seu congresso para que ajudasse o país a conseguir diminuir o consumo de petróleo em 20% nos próximos 10 anos. Uma missão que fez com que o produto antes voltado para a alimentação agora tivesse que alimentar os tanques da maior frota automobilistica do planeta.
O etanol americano é produzido com o milho. O preço do produto dobrou devido a sua função salvadora e anti-terrorista (uma vez que os maiores inimigos americanos são os maiores produtores petrolíferos). Agricultores de Iowa, maior estado produtor americano , sorriem de orelha a orelha e agradecem a Deus pelo presente que lhes foi dado. Usinas para a produção surgem a todo momento. Um dos problemas de Iowa é que o produto final do refino, serve apenas para alimentar cabeças de gado, mas estes estão longe da província, que só tem criações de porcos e frangos. Iowa terá de expulsá-los e trazer o gado para seus pastos.
No vizinho México, uma das principais fontes de alimentação da população foi ameaçada. O preço das "tortilhas" de milho que alimentam o país teve aumentos de até 200% e criou uma crise sem precedentes ao governo do presidente Felipe Calderon que enfrentou "panelaços" pelas ruas da capital. Mas estudos mostram que a produção destinada ao país vizinho não tem nada haver com a situação, e sim as especulações, que fazem com que as empresas produtoras combinem o aumento dos preços.
Bush buscou ainda firmar acordos com o Brasil, líder mundial na produção, para desenvolver tecnologias produtoras em seu país. Esteve em solo brasileiro e conheceu refinarias, conversou com Lula e teve no tempo presente na América do sul a oposição do grande produtor Hugo Chaves, presidente venezuelano, que em seu discurso diz que o que os EUA fazem hoje é "tirar o alimento dos pobres para por em seus tanques", fato que segundo ele gera problemas de violência na região.
Os europeus ainda não se decidiram sobre a sua produção. Os suécos são os mais avançados no uso dos biofuels. Hoje, os espanhóis produzem o etanol, mas ainda não o usam em grande escala e têm que vendê-los ao exterior. Pensam em produzir o combústivel a partir de resíduos orgânicos, o que seriam os biocombustíveis de segunda geração.
Claro que as empresas de petróleo, que são as donas das maiorias dos postos combustíveis, são contra a expansão dos biocombustíveis, embora em algumas áreas essas empresas estejam se empenhando em acompanhar o processo evolutivo inevitável. Ontem na conferência da FAO, o presidente Lula fez essa acusação aos que se opõe ao líder e absoluto etanol brasileiro. Lula disse que "os que se opõem ao etanol brasileiro são os que têm o dedo sujo de óleo".
Para um bom entendedor, poucas palavras bastam!