domingo, 6 de julho de 2008

Vestibular Unesp- Links com prova e Gabarito

Para quem desejar aí vai mais um teste bacana.
Prova:http://www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp0803/provacg.pdf
Gabarito:http://www.vunesp.com.br/vestibulares/vnsp0803/gabarito.pdf

G8 no Japão.

O grupo dos países mais ricos(Estados Unidos, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá, Alemanha)+ a Rússia se reunem para mais discussões sobre as causas planetárias em Hokkaido no Japão nessa segunda feira. Protestos já começaram na semana passada e a base das discussões desta vez sem sombra de dúvidas serão os preços do petróleo e a alta de alimentos. Se alguém se lembrar ou se sobrar um pouco de tempo a crise climática e a algumas situações como o Zimbábue e o Irã podem ser colocados também.
Participam também nesta primeira sessão, centrada no desenvolvimento da África, o presidente do Bird (Banco Mundial), Robert Zoellick; o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon; e os chefes de governo da Argélia, Etiópia, Gana, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tanzânia.

O primeiro dia da reunião será dedicado ao desenvolvimento da África, pois um dos objetivos marcados pela Presidência japonesa do G8 é promover o cumprimento dos Objetivos do Milênio da ONU.

Entre os principais assuntos debatidos estão as eleições do Zimbábue. O G8 emitirá em sua reunião esta semana uma condenação ao regime do presidente Robert Mugabe.

O regime do ditador recebeu a condenação internacional após a realização há nove dias do segundo turno das eleições presidenciais em seu país, apesar da oposição ter se retirado perante a campanha de violência política.

A África já é tema de discussão corrente do grupo. Em 2005, o G8 acertou uma ajuda de US$ 50 bilhões para o continente até 2010, mas até o momento só desembolsou 14% deste valor, segundo uma fonte do grupo.

Emissões

O outro objetivo é marcar uma data para reduzir as emissões de gases causadoras do efeito estufa, com os japoneses pressionando para que seja um corte de 50% em 2050 e os europeus pela mais concreta de 20% em 2020, preferida também pelas organizações ambientalistas.

A declaração final de Toyako deve assinalar que "o G8 vai liderar os esforços para reduzir em 50% as emissões" de gases responsáveis pelo aquecimento global até 2050, segundo o jornal japonês "Yomiuri Shimbun".

Em entrevista à publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que reafirmará seu pedido aos países em desenvolvimento para que se unam às nações ricas no estabelecimento de metas visando reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa.

Lula e os presidentes Hu Jintao (China) e Felipe Calderón (México) devem participar do último dia da reunião atual do G8, na quarta-feira.

"Todos os participantes, incluindo nosso país, devem fixar um objetivo de redução das próprias emissões de gases de efeito estufa", adiantou Lula

Contudo, parece difícil que seja alcançado um acordo vinculativo, além de marcar a desejada meta de 2050 sem muitas concretizações, pois Canadá e Estados Unidos não acreditam que a cúpula do G8 seja o fórum adequado.

A reunião dos países mais ricos acolherá esta vez líder de outros 14 países, entre eles os maiores emissores de CO2, e será realizada até quarta-feira em um luxuoso e isolado hotel no lago Toya, protegido por mais de 20.000 policiais desdobrados em toda a ilha de Hokkaido.

Petróleo

Além da África e do aquecimento global, faz parte da pauta da reunião o preço dos combustíveis e a crise dos alimentos.

O encontro, em um hotel diante do lago Toya, ocorre no momento em que o barril do petróleo atinge os US$ 146, a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento e a alta nos preços dos alimentos provoca protestos em todo o planeta.

"No que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial, concordamos que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido", destacou o primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, em uma entrevista à imprensa ao lado do presidente George W. Bush.

Sobre a economia mundial, Bush reafirmou a política do 'dólar forte' dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras.

Emergentes

O presidente francês, Nicholas Sarkozy, se mostrou a favor de expandir o G8 para incluir em suas cúpulas as nações emergentes.

Em entrevista publicada nesta segunda pelo jornal japonês "Yomiuri", Sarkozy diz que o G8 deveria promover o diálogo com as nações emergentes do G5, que é integrado por Brasil, China, Índia, África do Sul e México.

O presidente francês indicou que o G8 precisa expandir-se para demonstrar que toma decisões "com justiça", em referência à crescente relevância dos países emergentes no mundo.

Sarkozy disse este fim de semana em Paris que "não é justo nem razoável" que apenas oito países se reúnam para discutir os problemas do mundo, quando este é "universal".

Fonte:Efe, France Press e Folha

Ilha artificial como alternativa ao aquecimento global.


Com a possibilidade de um futuro sombrio, principalmente para as cidades costeiras em todo o mundo, surgiu uma concepção futurista digna das cidades de Star Wars ou coisa parecida.
O arquiteto belga Vincent Callebaut apresentou esboços aos quais chamou de 'Lilypad'. São cidades flutuantes futuristas, capazes de gerar a sua própria e energia, sendo assim uma cidade ecologicamente correta. Ela teria capacidade para moradia de aproximadamente 50 mil pessoas, e além da produção de energia, as cidades também teriam sistema para captação de água da chuva, com um lago central para o recebimento e subsequente distribuição à população.
O mais importante: Segundo o belga,é possível contruir essa engenhoca apenas com a tecnologia que possuímos atualmente.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

As FARC´s podem virar um partido político? E o Comando Vermelho?


Você acredita que as Farc´s se tornem um partido político para disputar as eleições colombianas? E o Comando Vermelho?

A libertação dos quatorze refens, entre eles Ingrid Betancourt, pelo exército colombiano de suas mãos, fez com que as Forças armadas revolucionárias colombianas sejam entendidas como um movimento enfraquecido militarmente, ainda se levando em conta que ele não tem mais o apoio (pelo menos aparentemente) do rico governo venezuelano montado em seu petróleo. O presidente Lula diz que não é necessária luta armada na América Latina para se chegar ao poder, e muitos especialistas, ou palpiteiros, dizem que as FARC´s podem assim como o IRA, podem abandonar suas armas e tornarem-se um partido político de oposição. Será isso possível?
E aqui no Brasil? Principlmente no Rio e em São Paulo, poderiam CV e PCC tornarem-se partidos políticos? Concorrerem ao governo municipal, estadual ou mesmo federal?
As FARC´s na minha pouca mas observadora opinião me parecem uma entidade arrecadadora de fundos,uma empresa, uma alternativa de trabalho explorada por alguns políticos e magnatas que nunca aparecem. O mesmo ocorre com as facções criminosas por aqui pelo nosso território, onde a favelização e a baixa qualificação ou falta de perspectiva de vida empurram uma massa de trabalhadores para a ilegalidade marginal. Não existe vontade de ser político, apenas existe a vontade de se manter na sociedade capitalista, sociedade de consumo, ou seja lá o que for.
Mas seja lá o que for, devemos ter atenção ao que vai ocorrer por lá. E por aqui também.
É sabido que as facções tanto de lá quanto de cá, faziam até mesmo comércio entre sí. Armas, drogas, tudo as ligava ou liga.

O Zimbábue e a história.

Um planalto coberto de savanas no sudeste da África com reservas de ouro, níquel e prata exploráveis. Colonizado pelos inglêses tinha o nome de Rodésia (Cecil Rhodes é o inglês que detêm no século XIX a concessão para a exploração do solo da região- por isso o nome)e mesmo nos últimos anos apresentando uma diminuição dos casos de Aids, o páis tem uma expectativa de vida para a sua população de mais ou menos 30 anos de idade.
Os problemas são muitos. O Zimbábue é uma país com passado racista. A divisão entre negros e brancos é presente com maior visibilidade na quetão da terra. Até o ano 2000, as cerca de 4500 famílias brancas eram donas de 75% das terras do país. Os mais de 7 milhões de negros dividiam as 25% restantes. Então o ditador eleito pela primeira vez em 1988 Robert Gabriel Mugabe decide em fevereiro deste mesmo ano confiscar as fazendas para assentar os sem terra no país. Ele é criticado pela ação, mas a verdade é que até hoje, embora seus métodos sejam extremamente violentos e ortodoxos, uma boa parcela da população ainda o considera um grande governista. É verdade também que essa reforma agrária a la Mugabe fez com que a produção de alimentos despencasse, devido a falta de habilidade para agriculturar a terra pelos novos proprietários. Em maio de 2004 uma equipe de avaliação da questão da fome por parte da ONU é expulsa pelo ditador e a ajuda alimentar que o mesmo recebia para alimentar a população é cortada.
Mugabe já foi reeleito 1990,1996,2002 e agora em 2008. Seus métodos não são o que o ocidente considera como de eleições livres. Muitos opositores são mortos, sendo queimados, mutilados entre outros requintes de crueldade. Crianças e mulheres não escapam de sua vontade política assassina, e o que pode ser feito no país é uma incógnita no meio do continente assolado pela divisão colonial európeia, que faz com que as diversas tribos nativas tenham que conviver com governos patrocinados por potências exploradoras, principalmente de recursos naturais, os mais abundantes na região. Recentemente a China construiu usinas de eletricidade movidas à carvão para produzir eletricidade no Zimbábue em troca do metal cromo. Os europeus já retiraram boa parte da riqueza em épocas recentes.
Não devemos esperar por uma intervenção militar no país. Isso só contribuiria para acabar com a soberânia do mesmo. Já vimos coisas parecidas em Ruanda, Uganda, temos o problema em Darfur, e esse será mais um problema. Milhares já morreram. Muitos ainda morrerão.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A política da América do sul.


Libertada, a ex candidata colombiana se disse "vinda da pré-história".

Os olhos do mundo estão voltados para o momento político na América do sul. A libertação da ex candidata à presidência da Colômbia Ingrid Betancourt foi muito comemorada em todo o continente e até mesmo na Europa, um dia após a França assumir a presidência rotativa da UE (Ingrid é colombiana com cidadania francesa e o presidente daquele país vinha tentando negociar a sua libertação).
Junto a Ingrid, outros prisioneiros das FARC´s foram libertados por um grupo de salvamento do exército colombiano. Nesse grupo, o destaque fica por conta de 3 norte-americanos que também estavam em poder dos guerrilheiros narcotraficantes.
A recente crise que quase provocou uma guerra no continente começa porque as FARC´s nitidamente recebiam a ajuda de países vizinhos à Colômbia como a Venezuela e o Equador. A principal bronca do Venezuelano Hugo Chaves com a Colômbia é a interferência geopolítica do governo Norte americano no governo de Álvaro Uribe, presidente colombiano reeleito recentemente. Para Chaves, Uribe é o "papagaio norte americano" em solo sul-americano, e isso é profundamente desagradável ao locutor.
Fato é que os americanos já sabiam da missão de busca realizada ontem. Não me assustaria dizer que eles mesmo a coordenaram e a puseram em prática. Com as tecnologias disponíveis hoje, esse exercício não se torna muito difícil, embora até hoje Osama Bin Laden não tenha sido encontrado no Afeganistão, se é que ele se encontra por lá!
As FARC's (Forças armadas revolucionárias colombianas) são exércitos sem uma causa muito justificável que sobrevivem hoje do contrabando de cocaína, principalmente para os Estados unidos ( e daí vem a maior bronca do governo Bush!). Desde a morte de alguns de seus principais líderes no ínicio do ano e com a apreensão de computadores com importantes arquivos em seus quartéis generais (claro que aí uma justificativa americana) vêm perdendo suas forças e patrocínio. O próprio Hugo Chaves se entrometeu em uma missão para resgatar alguns prisioneiros na selva, mas não obteve sucesso, além de criar um clima ruím com o governo do país vizinho, gerando uma crise diplomática. Após esse incidente, O ditador venezuelano "abandonou" a guerrilha a própria sorte, e ontem, toda a sua estrutura parece ter sido abalada de vez. Porém, ainda existem cerca de 400 prisioneiros em seu poder.Mas isso deve ser por pouco tempo.
Ingrid Betancurt já está indo para a França, rever seus filhos após seis anos de cativeiro na selva. Ela que foi candidata ao governo colombiano, agradeceu a sua libertação junto ao mesmo, falou em entrevista de como foi passar tanto tempo na selva e disse se sentir "vinda da pré- história",chegada a civilização novamente.
Uma importante propaganda política no início da presidência francesa.

terça-feira, 1 de julho de 2008

França líder da União Européia


Foto tirada em Paris da nova iluminação azul da Torre Eiffel para marcar a presidência francesa da União Européia. A França vai assumir a presidência da União Européia na esperança de empurrar projetos ambiciosos apesar da rejeição da Irlanda ao tratado de reforma do bloco.
Notícia e foto AFP

A União mais bem sucedida de países têm pela frente a tarefa de fazer com que seus membros em totalidade aceitem as mudanças propostas no tratado de Lisboa,coisa que até agora a Irlanda(talvez o país mais bem secedido pela integração do bloco)recusou. O presidente francês, Nicollai Sarkozi, terá uma tarefa árdua, além dos problemas já enfrentados pelo seu país. A questão da imigração ilegal continua sendo pensada por Sarkozi como uma ameaça ao continente. Para ele os mesmos que se encontram na ilegalidade devem ser deportados a seus países de origem. Deve- se ainda criar oportunidades no continente africano de emprego para que os jovens de lá não tentem migrar para a europa. Subsídios à agricultura européia também devem continuar.
Como se vê, tudo deve continuar como antes nesses próximos seis meses de presidência francesa.
E como diria o geógrafo Milton Santos: "não se deve esperar mudanças vindas dos ricos! Somente os pobres terão a capacidade de apresentar novas idéias!"
Que ninguém duvide.