domingo, 1 de junho de 2008

Crianças e o trabalho.


Lugar de criança é na escola. Já ouvimos isso pelo menos uma vez na vida. mas creio que todos os amigos que aqui fazem essa leitura na realidade já ouviram esse bordão de governantes por milhares de vezes. Numa andança por aí com minha câmera fotográfica por uma comunidade pobre em Maricá, tirei a foto acima, num dia de semana, dia de aula normal e fiquei refletindo sobre a realidade destes meninos. Meninos que como eu e vocês que aqui leêm essa postagem, tenho certeza gostávamos ou gostamos de brincar, de criar viagens deslumbrantes pelo universo infantil, criar profissiões mirabolantes, ser astronautas, pilotos, até mesmo soldados. Mas esses meninos não parecem ter que conviver apenas com esse sonho. Parecem ter outra realidade paralela a esse feito.
Semana passada, um grande jornal aqui do Rio publicou uma matéria sobre a realidade da violência nas escolas situadas em áreas de risco da cidade. Essa "Faixa de Gaza" nada fictícia tem o poder de competir com a escola no quesito recrutamento de crianças. Elas têm medo de ir as salas de aulas e muitas vezes veêm no tráfico de drogas o primeiro emprego. Eles e elas têm entre 11, e 17 anos, vivem em condições ruins, sem saúde, as vezes sem comida, sem os tênis da moda, e partem para uma vida "louca" como eles mesmos gostam de intitular. São os recrutas mirins das facções criminosas. Não têm perspecivas de vida a longo prazo.
Nos interirores, crianças são recrutadas para as roças, no intuito de ajudarem aos país na subsistência da família. E com a escola pública ficando de lado teremos cada vez menos froça para lutar contra os argumentos de pais que como seus filhos não têm horizontes para olhar.
Não se pode pensar em outra coisa para acabar com o trabalho infantil. A escola é a única porta para levar essas crianças ao novo mundo.

Sul da África e África do sul.

A região sul da África passa por maus momentos nesse instante. Específicamente na África do sul, país que já sofreu com o Apartheid (divisão entre negros e brancos) até a década de 1990. Isso ocorre porque o país é hoje a economia mais forte do continente, e embora ainda seja pobre, faz com que seus vizinhos de países ainda menos abastados sintam desejo de migrar para esse suposto "eldorado". Falamos de Zâmbia, Zimbabue e Moçambique, países próximos.
A África do sul (país que sediará a copa do mundo de futebol em 2010) possuí a pouca concentração das indústrias da África. Também enormes jazidas de ouro e diamantes. O sonho de coseguir um emprego e subsequentemente diminuir a fome, faz com que essa região seja um atrativos a população pobre dos outros países. Acontece que dentro da própria África do sul sua população já convive com um índice de 30% de desemprego, uma taxa alta. Conflitos então ocorrem pois esses emigrantes que chegam teoricamente competem pelo mercado de trabalho com os sul-africanos. Tudo vem se agravando com a alta dos preços dos alimentos em todo o mundo. A inflação também aterroriza essa população.
Vemos então que o conflito acontecido nesse mês de Maio que deixou mais de 56 mortos não se trata de xenofobia, mas sim um caso de competição pela sobrevivência.

sábado, 31 de maio de 2008

Notas UERJ - Atenção.

No exame de qualificação, recebe conceito A e 20 pontos quem acerta 43 questões ou mais. Para ficar com B (15 pontos) o candidato deve ter entre 37 e 42 acertos. O C (10 pontos) vale para quem marca entre 31 e 36 questões certas e o D (5 pontos) vale para quem acerta de 25 a 30 questões. Quem acerta 24 questões ou menos fica com conceito E e é eliminado.

Petróleo, o choque.

O alto preço do petróleo vem causando muitos problemas à vários setores da economia. A crise mundial de alimentos tem um pé dentro desta causa. O preço dos insumos para a agricultura cresceram até 60% em um ano. Na Espanha, maior país pesqueiro da europa, pescadores cruzaram os braços devido ao preço do óleo diesel. Em Londres, também por causa do diesel, caminhoneiros pararam o trânsito. A europa já gasta 40% de seu PIB com subsídios, e mesmo assim terá de dar assistência a essas classes. Tudo está se desenhando então em mais um choque do petróleo. O quarto.
Essa semana, o preço do óleo atingiu U$ 135,00. O valor para o fim do ano especulado pelos especialistas da área para a commodity é de até U$ 200,00 por barril. Algo tão absurdo aconteceu na década de 1970, quando o preço do produto era algo em torno de U$3,00 e passou rapidamente para U$ 12,00, levando à loucura quem dele fazia uso. Foi o primeiro "choque" do petróleo, numa época em que os países produtores notaram que tinham em mãos uma poderosa arma geopolítica. Nessa época, buscou-se novas formas de diversificar a matriz energética e também começou a procura por novas jazidas de óleo pelo planeta (além da descoberta de campos importantes no Estado do Rio, o pró álcool brasileiro começa nessa época) . Outros choques de menor intensidade ocorreram em entre 1979/1980, logo após a revolução dos aiatolás no Irã, e em 1991, durante a guerra do golfo, quando as exportações dos países árabes foram enormemente prejudicadas.
Esse quarto choque parece ser o mais grave, embora o de 1973 seja extensamente comentado. O fator atenuante hoje é a fome por que passam cerca de 1/6 da população mundial. Cada vez é mais necessária a descoberta de novas fontes de energia, mas até que se tenha clareza do que está para ocorrer é bom acompanharmos o processo.

Gabarito simulado Conceito.

1

B

16

A

31

D

46

A

2

D

17

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32

B

47

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3

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18

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4

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34

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8

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9

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59

A

15

A

30

C

45

D

60

C

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Guerra civíl do Estado do Rio de Janeiro.


Mesmo áreas menos ocupadas sofrem com a violência. Maricá está nessa situação. Vista áerea do Bairro da Amizade. Foto Rebeca Pacheco

Voluntários da Cruz Vermelha vão atuar em favelas do Rio a partir de junho. A decisão foi anunciada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), que considera o número de vítimas na capital fluminense equivalente ao de locais onde há guerra declarada. "A violência urbana é um sério desafio com o qual precisamos lidar", disse o presidente do CICV, Jakob Kellenberger.

A Polícia Militar do Rio matou oficialmente 1.548 pessoas em 14 meses do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB) - de janeiro de 2007 a fevereiro deste ano, último dado divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP). Registradas como autos de resistência, as mortes em supostos confrontos são contabilizadas há dez anos no Rio, e atingiram sua maior marca no governo Cabral: 110 por mês, em média. Foram 1.330 mortes em 2007 - aumento de 25,11% em relação a 2006 - e 218 em janeiro e fevereiro deste ano, ante 207 no mesmo período de 2007 (5,31%). Para efeito de comparação, foram mortos por armas de fogo em confrontos 14.235 pessoas no Iraque em 2007.

A Cruz Vermelha tem como uma de suas principais missões agir, em caso de guerra, em favor de vítimas civis e militares. Um acordo para atuar no Brasil foi assinado em 2007.

Anteontem, em Genebra, Kellenberger evitou dar detalhes sobre o programa. No Rio, a filial da Cruz Vermelha informou que equipes já foram treinadas - inclusive na Argentina - e que o trabalho deverá começar na segunda quinzena de junho, com pelo menos 30 "socorristas" voluntários. "É a primeira vez que ocorre um trabalho com esse perfil no Brasil, e a filial do Rio foi escolhida", informou a entidade. O porta-voz da entidade para a América Latina, Marçal Izard, explicou que o programa também deverá apoiar presidiários, diante das acusações de maus-tratos em centros de detenção, além de moradores de favelas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

"Googlar", o verbo.

Talvez ainda não tenhamos nos dado conta de como algumas coisas entram na nossa vida sem ao menos notarmos. Neologismos aparecem a todo o momento, principalmente aqui no mundo digital, e a palavra "Googlar" é sem dúvida a mais poderosa delas.
"Levante a mão aquele que nunca Googlou!" Isso aí, o site de busca utilizado em 60% das pesquisas em todo o mundo é talvez o maior fenômeno da internet e da economia mundial. Emprega milhares de pessoas de todo o mundo, diminui distâncias, encontra amigos desaparecidos, os faz se reencontrarem, apresenta bandas novas, humoristas, donas de casa sexies. Tudo ao mesmo tempo agora.
Recentemente a Google fez aquisições bilionárias, comprou por exemplo o You tube, o site que faz com que qualquer pessoa vire um ceneasta internacional. Muitas pessoas estão deixando de ver televisão para assistir o You tube, seja por modernidade, seja por falta de conteúdo da primeira. Temos uma nova dinâmica no entretenimento mundial.
O site de relacionamentos "Orkut" é o fenômeno que faz com que milhares de brasileiros (principalmente) fiquem várias e várias horas na internet, seja vendo amigos, bisbilhotando o vizinho, mandando recados, paquerando. Mudou a vida de muitos de nós.
Mas o Google tem maiores ambições. Detentor de informações preciosas, a empresa formada por dois jovens do Vale do Silício americano, que foi criada para conter toda a informação do mundo(ambição louca e perigosa!), pensa no mercado de celulares, que já são hoje cerca de 3 bilhões em todo o mundo, embora apenas cerca de 500 milhões utilizem a internet neles.
Também pretende a empresa modificar de uma vez o computador. Como reportagem do programa "Mundo S.A" da Globonews, o apresentador em entrevista ao CEO da empresa americana ouviu a idéia de que em breve, os computadores serão apenas teclado e monitor, com um pequeno chip acoplado. Não haverá portanto a necessidade de CPU´s, com HD´s, programas, DVD room, nada disso! Toda informação ficará no "mundo virtual" da internet, e com esses simples equipamentos e uma senha você poderá acessar qualquer planilha, programa, foto. Tudo armazenado em servidores da empresa revolucionária, que também é apontada como uma das melhores empresas para se trabalhar no mundo. Nela, os funcionários é quem fazem seus horários, ganham para criar seus próprios projetos. Bom, se pintar uma vaga lá, por favor, me chamem!

Ah! O "post" que você acabou de ler está armazenado lá também!