segunda-feira, 28 de julho de 2008

Globalização desigual.


Montagem feita pela NASA. A imagem de satélite nos mostra as diferenças da globalização, o norte do planeta contrasta com o sul na quantidade de luzes, logo, no gasto energético.

Em 1961 Josué de Castro já escrevia que o Brasil possuí uma parte da população com fome, e a outra parte, com medo.
Milton Santos a chamava de "globaritarismo" em alusão aos regimes totalitários que existiram no planeta.
José Saramago alerta que a "democracia" é um termo utópico e que nunca foi praticada. A democracia que conhecemos e achamos que praticamos não acontece de fato.

A globalização é de fato um fenômeno desigual e talvez apenas a internet em alguns países seja um símbolo "bom" do movimento. O mundo "democrático" ainda não existe já que os orgãos responsáveis em governá-lo de fato estão mais preocupados em fazer dinheiro para as empresas mundiais.

Não se explica nos dias de hoje, com tecnologia tão avançada, com sistemas logísticos tão bem desenvolvidos, que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo passem fome. Isso não é plausível de ainda acontrecer.

Não se explica nos dias de hoje, em que a informação é tão farta, que empresas ainda produzam na China, que utiliza mão de obra duvidosa e que causa tantos males. Um país que torna seus habitantes meros soldados e onde o direito à criatividade simplesmente não existe. Existem escolas, mas para doutrinar esses soldados. Um milhão de chineses que ainda moram no campo passam severas dificuldades.

Quando se faz negócios, uma grande empresa só visa lucro.

Em Genebra, a OMC apenas negócia com países para favorecer as grandes multinacionais. Não se pensa de fato em combater a fome. Isso ficou muito claro mais uma vez esse ano.

O preço alto das commodities favorece apenas os grandes produtores e expeculadores, o trabalhador mais pobre sofre demais com as consequências dessa destruição em massa.

E muitos outros que nem trabalho têm passam fome mesmo.

Então a globalização é boa para os países do norte, desenvolvidos e industrializados. Claro, para os ricos desses países. Os trabalhadores perdem seus postos de emprego para quem produz mais barato, e se tem a noção exata, que, esses empregos, não serão recriados mais adiante.

A Europa barra a entrada de africanos em seu continente. Rica, a União européia não quer dividir suas riquezas, sua comida, seu estilo de vida. Os EUA fazem a mesma coisa com os latinos pobres. Não há globalização nesse sentido. Essa via foi fechada.

Não se pode esperar que venha dos ricos a mudança que faça a globalização ser boa para todos. Isso nunca irá ocorrer.

As massas tendo acesso as redes de informação precisam ter cuidado com o que leêm, escutam, e veêm. Cerca de 90% das grandes agências de comunicação estão nas mãos de apenas 6 grandes conglomerados da informação. Óbvio, notícias serão dadas de acordo com seus interesses. Não imagine que uma grande rede de televisão vá falar mal do detergente que patrocina seu principal telejornal! Não seria ético!

Beber um várias fontes é a forma de tentar se libertar dessas amarras ideológicas.

Antes, os grandes impérios construíam muralhas para se defender. Ainda fazem isso.

O mundo tem hoje cerca de 3 bilhões de pessoas que podem aprender inglês. E quem não fala inglês, ou não sabe nada de informática está fora da globalização. Esse é um grande perigo.

Um comentário:

Cinthia disse...

Realmente seu ponto de vista esta certissimo, a globalização e a integração existe apenas para determinados paises, enquanto aos pobres? passam fome e sofre com a desigualdade!
òtimo seu site, inclusive utilizarei para um trabalho escolar =D
Beijos.